Em nossos dias, “autocracia” tornou-se sinônimo de tirania e atraso. A definição repetida por acadêmicos e pela mídia reduz o conceito a um regime onde um indivíduo exerce poder absoluto, sem limites. Essa visão caricatural serve apenas para sustentar o dogma da democracia liberal como única forma legítima de governo.
A autocracia verdadeira, porém, não nasce do capricho, mas da fusão entre autoridade legítima, tradição e responsabilidade histórica. O soberano autocrático é guardião da ordem e da identidade de seu povo, não um déspota arbitrário. Ele governa com sentido de continuidade e visão de longo prazo, preservando o bem comum acima das disputas efêmeras da política moderna.
Enquanto as democracias se afundam em crises, populismo e paralisia, a autocracia oferece estabilidade. O poder concentrado não destrói a liberdade — sustenta-a. A centralização evita o vazio de liderança e a fragmentação institucional que alimentam a anarquia contemporânea.
Reduzir a autocracia a um insulto revela não amor à verdade, mas medo: o medo de uma autoridade legítima, enraizada na tradição, que escapa ao controle das elites e ameaça o projeto de desconstrução social que domina o mundo moderno.
D.V.